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Postado em 22 de Fevereiro às 08h27

As vacinas indispensáveis para seu pet

Trupe da Kuki Clínica Veterinária Não é só o ser humano que recebe anticorpos da placenta e do leite materno. Os filhotes de cães e gatos também ganham essa proteção fundamental em seus primeiros...
Não é só o ser humano que recebe anticorpos da placenta e do leite materno. Os filhotes de cães e gatos também ganham essa proteção fundamental em seus primeiros momentos de vida. Mas, após alguns meses, a imunidade oferecida pela mãe tende a diminuir e, assim, aumentam os riscos de doenças infecciosas nos animais. “A partir dos 45 dias de vida, geralmente, somente a vacinação feita de maneira correta e por um veterinário poderá evitar que o cachorro ou o gatinho entre em contato com doenças, que algumas vezes podem levar à morte.
Existem no mercado vacinas bem completas, tanto para gatos como cachorros. Por exemplo, a polivalente V5, para felinos, que leva esse nome por prevenir cinco doenças diferentes. Entre elas, está uma espécie de “AIDS” dos gatos (FIV) e a leucemia felina (FeLV), que são incuráveis e predispõem o gato a adquirir diversas enfermidades. Já a polivalente canina previne contra nove doenças diferentes (confira na tabela de vacinação padrão).
As primeiras vacinas do seu pet devem ser aplicadas a partir por volta dos 45 dias de vida, geralmente, e com três doses em intervalos de 21 a 30 dias. Depois disso, o reforço é necessário com uma dose anual. Já a vacina antirrábica deve ser feita aos três meses de idade do animal, em dose única e com reforço todos os anos, tanto para cães como para gatos. “Este é o protocolo geral, mas pode sofrer alterações de acordo com a conduta do veterinário que fará a vacinação e com o estado do animal”, ressalta Gabriela.
Quando NÃO vacinar o pet?
Não devem ser vacinados os animais que não estejam saudáveis. Portanto, se seu bichinho estiver com vômito, diarreia, febre, anemia ou passando por algum tratamento, evite. “É preciso terminar o tratamento primeiro e levar novamente o animal para uma avaliação médica. E só depois retomar o esquema de vacinação”, afirma Gabriela.
Onde vacinar
As vacinas devem ser aplicadas em clínicas veterinárias, após consulta do animal com um especialista. “Vacinar em casa de ração, nem pensar”, alerta a especialista. “Só o veterinário pode responder pelo estado do animal no momento da vacina e dizer se o bichinho está apto para o procedimento”, explica.
A médica veterinária Mariza Alvez, que trabalha na Petz, na capital paulista, calcula que se gasta em média R$ 650 com vacinas no primeiro ano do animal. O valor varia de acordo com a espécie e a raça. Apenas a vacina antirrábica é fornecida sistematicamente por órgãos públicos.
Desde 1973, o Brasil realiza campanhas anuais e gratuitas de vacinação antirrábica em todo o território nacional, segundo a organização Arca Brasil. “Isso porque a raiva é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida ao ser humano, com o agravante de ser letal tanto nos humanos quanto nos cães e gatos”, esclarece a veterinária. “Pouquíssimos casos são relatados hoje em dia, mas ainda assim merecem atenção. Lembrando que a raiva é transmitida pela mordida de animais infectados, pelo contato com a saliva do animal.”
Efeitos colaterais e revacinações
Alguns filhotes podem ficar um pouco apáticos após a administração da vacina, mas os donos não precisam ficar aflitos. “Neste caso, deve-se manter o animal em observação e repouso”, indica Gabriela.
Com o crescimento da onda de alimentação natural para pets, os reforços anuais de vacinas têm despertado alguns questionamentos sobre sua real necessidade. “A vacinação anual pode ser considerada excesso de zelo”, diz Mariza. Em seu ponto de vista, o ideal seria examinar a imunidade do pet para cada antígeno contido na vacina. “Porém, não são todos os laboratórios que realizam essa sorologia e acabaria se tornando um processo mais difícil e oneroso para o proprietário. E ninguém quer arriscar ver o pet doente, certo?”, conclui.
“O efeito que a vacina tem é a memória imunológica que ela produz, ou seja, caso o animal entre em contato com algum desses agentes infecciosos, o sistema imunológico já tem anticorpos para promover a defesa do organismo. Numa dose de reforço, essa memória é potencializada”, explica a médica veterinária. Mariza acrescenta que, ao aplicarmos uma vacina no pet que ainda tem efeito da anterior, o organismo pode não responder 100% ao antígeno.
Porém, é importante considerar o estilo de vida do animal. Se for um bichinho que está sempre na rua e em contato com outros animais, o reforço anual é bastante recomendado, segundo Gabriela. “Agora, para aquele animalzinho que vive em apartamento e com acesso restrito à rua, sempre acompanhado do proprietário, é possível espaçar o reforço. Mas tem que ser muito bem conversado entre o veterinário e o dono do animal.”
Passeios antes da vacinação
Enquanto os filhotes de cães e gatos estiverem fazendo esquema de vacinação, o ideal é evitar passeios e principalmente o contato com outros animais. “Nesta fase da vida, o sistema imunológico deles não está totalmente desenvolvido, deixando-os vulneráveis a contrair doenças”, afirma a veterinária. Os banhos também não estão recomendados neste período. Mesmo que o animal já tenha sido vacinado com uma dose, a imunização completa só se dá com a efetivação das três doses da vacina polivalente.
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