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Postado em 19 de Maio às 19h08

Doenças comuns que são causadas pela má alimentação do animal

Não oferecer uma dieta equilibrada compromete a saúde do pet, pois ele deixa de receber os nutrientes necessários para viver
"Vou levar essa ração mais barata porque não fará diferença" ou "vou dar o resto da minha comida para o cachorro, assim não desperdiça" são algumas das frases que provavelmente já passou pela sua cabeça. Atitudes assim pode comprometer seriamente a saúde do pet, já que a má alimentação está associada a diversas doenças.

Isso acontece porque, quando o pet não recebe refeições completas, ele deixa de receber todos os nutrientes necessários para viver. Com o tempo, a má alimentação passa a comprometer sua saúde e ele acaba adoecendo. Esse quadro pode piorar muito se nada for feito. Em longo prazo, a falta de nutrientes provoca danos irreversíveis que poderão levar à morte precoce.

Então, a recomendação é prestar bastante atenção no que está oferecendo para seu bichinho, para evitar que ele desenvolva alguma das doenças abaixo. Além disso, veja se ele demonstra algum dos sintomas a seguir para iniciar o tratamento rapidamente.

Diarreia
A diarreia é um dos principais sintomas para doenças. Normalmente está associado a algum distúrbio no sistema digestivo e, como reação do organismo, o pet começa a eliminar fezes líquidas e abundantes. Dentre as patologias, podem estar intoxicação alimentar, alergias, presença de parasitas intestinal e intoxicação.

Quando está relacionada à má alimentação, a diarreia pode ser causada por um excesso de proteínas ou gorduras. A má qualidade ou a conservação incorreta da comida, assim como a mudanças bruscas na dieta e introdução de alimentos cozidos também podem gerar problemas.

Obviamente, uma diarreia pontual não é motivo de preocupação. Mas se ela persistir e acontecer com certa regularidade, acenda o sinal de alerta. O melhor é levar o bichinho ao veterinário para que faça exames e a causa do problema seja descoberta.

Se notar que o pet está sofrendo desse mau, evite auto medicá-lo e não aumente a quantidade de comida. Siga as recomendações do médico para o tratamento ser efetivo.

Obesidade
A obesidade é um problema sério que acomete muito animais. A má alimentação e o sedentarismo são fatores que contribuem, e muito, no sobrepeso em cães. Se seu bichinho comer em excesso e/ou ingere muito carboidrato e não faz atividade física, fique atento porque ele pode estar obeso.

A doença deve ser tratada o quanto antes, pois ela pode evoluir e originar outros problemas como os respiratórios, cardiovasculares, diabetes, dores nas articulações e muitas outras complicações na saúde.

Leve o pet ao veterinário para que ele indique a melhor forma de reduzir o peso e fazer com que sua alimentação entre nos eixos.

+ Cachorro obeso: como evitar e reverter a situação

Sempre leve o animal ao veterinário quando demonstrar sintomas de doenças
reprodução shutterstock
Sempre leve o animal ao veterinário quando demonstrar sintomas de doenças
Alergias
Você pode não saber, mas existe a chance do seu animal ser alérgico a alguns compomente da comida. Há diversos tipos de proteínas ou ácidos graxos que causam reações alérgicas e, dependendo da sensibilidade do pet, pode ser fatal.

Nesse caso, é importante estar sempre atento aos sinais demonstrados por seu companheiro. Normalmente, as alergias podem ser vistas a olho nu através de reações no pele. Entre eles, a coceira, vermelhidão, manchas e até problemas respiratórios. Se notar qualquer um desses vestígios, leve o animal ao veterinário para que ele faça exames, diga a gravidade da alergia e qual o melhor jeito de tratá-la.

Se estiver relacionada à alimentação, o profissional provavelmente irá revisar a dieta do animal e o recomendado será trocá-la. Já existem diversos alimentos hipoalergênicos no mercado, desenvolvidos especialmente para pets mais sensíveis.

Inflamação do esôfago
Apesar de ser a doença menos frequente da lista, é a mais grave e merece a devida atenção. Ela é causada, principalmente, pela ingestão de ossos previamente cozidos pelo cão. Os caninos tem a capacidade de comer e digerir os ossos, mas eles precisam estar sempre crus. Quando provêm de uma carne que foi cozida, poderá causar a inflamação do esôfago.

Isso acontece porque o cozimento amolece os ossos. Então, ao serem ingeridos, eles se quebrarão antes de chegarem ao estômago, podendo ficar entalados no esôfago, causando danos, irritação e inflamação no animal. No pior dos casos, o osso pode ficar parado no tórax e fazê-lo sufocar.

Se perceber que seu animal está demonstrando sintomas estranhos e recentemente comeu osso cozido, leve-o imediatamente ao veterinário para iniciar o tratamento.

+ A gastrite em cães pode ser aguda ou crônica e há maneiras de evitá-la

Gastrite aguda
A gastrite aguda é causada por reação a antígenos bacterianos, provocados por vermes internos e intolerância alimentar. Também pode ser produzida por algum alimento vencido, estragado ou mal conservado. Nos casos mais extremos, essa doença provoca até a morte do animal.

Você pode não ter dado comida de baixa qualidade, mas seu cão pode ter revirado o lixo e se alimentado de algo podre. Evite que o animal tenha fácil acesso ao lixo ou coma algo da rua. Impedir essas atitudes garantem a saúde do bichinho.

Além disso, cabe aos donos oferecerem alimentos de boa procedência e com qualidade. Preserve bem e os armazene em ambiente seco e longe do sol, evitando que fungos e bactérias contamine a peça.

Evite oferecer restos de alimentos humanos para o pet
reprodução shutterstock
Evite oferecer restos de alimentos humanos para o pet
Garantindo a boa alimentação
A primeira etapa para garantir a boa alimentação é escolher uma dieta equilibrada. Isso não significa que deve comprar a ração mais cara. Na verdade, é preciso escolher aquela que forneça todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento do animal.

Na hora de montar o cardápio deve ser levado em conta a idade, peso, porte e condições de saúde específicas do animal (por exemplo, se é alérgico). O recomendado é consultar um veterinário para garantir que as refeições serão realmente equilibradas.

Além disso, olhar o rótulo é uma atitude indispensável. No verso da embalagem contém as informações nutricionais presentes no alimento, assim você vê o que está comprando. De antemão, saiba que uma boa ração deve conter proteínas, lipídios, carboidratos moderados, vitaminas, minerais e fibras. As proporções variam de acordo com seu bichinho.

+ Qual a quantidade de ração para cachorro certa para o seu?

Por fim, evite oferecer o resto das suas refeições. Isso contribui muito para a má alimentação , além das comidas serem normalmente muito gordurosas e possuírem condimentos que fazem mal à saúde. Além disso, não tem nenhum dos nutrientes necessários e só fará o animal aumentar de peso.

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